Como reestruturar as despesas corporativas pós-pandemia

Por Equipe ESPP
em 20 de julho de 2020
Como reestruturar as despesas corporativas pós-pandemia

Escolhas financeiras inteligentes podem ajudar a impulsionar estratégias corporativas sustentáveis, principalmente em situações de crise, quando a organização precisa garantir adaptabilidade às mudanças culturais do seu tempo e do mercado. 

O melhor exemplo é justamente o cenário atual, em que a pandemia pôs em xeque o roteiro de sustentabilidade financeira de grande parte das empresas, enquanto o trabalho remoto as levou à criação de novos “modos de fazer” para continuar obtendo resultados satisfatórios. 

Um desses “modos de fazer” é a gestão de despesas corporativas, cujas necessidades de gastos foram alteradas e têm conduzido os negócios a novos processos orçamentários e contábeis.

Como há muita empresa repensando seu modelo de trabalho operacional padrão em um contexto pós-pandêmico – inclusive vislumbrando modelos híbridos -, é necessário que gestores financeiros encarem a reestruturação das despesas corporativas desde já, com alternativas que tornem seus processos ainda mais flexíveis e avançados

Para que possamos entender melhor como a gestão de despesas corporativas pós-pandemia pode se reestruturar de forma inteligente, criamos esse artigo que levanta as principais mudanças que a pandemia e o sistema home office trouxeram nos gastos corporativos variáveis.

Vamos lá!

Como a pandemia alterou a visão sobre as despesas corporativas

Em definitivo, não dá para recuar e pensar nas despesas corporativas sem rastrear novas demandas das pessoas e dos processos envolvidos em seu negócio. 

Será que o seu cliente ficará confortável em realizar reuniões presenciais novamente? Como poderá ser configurada a sua cadeia de produção sem vulnerabilizar seus colaboradores? Quais gastos são acrescentados em um modelo híbrido de trabalho? Como oferecer mais resiliência financeira para minha empresa?

Do RH para o Financeiro

É, parece que o home office deixou de ser uma preocupação exclusiva do RH, que almeja garantir conforto para o colaborador, e se tornou uma preocupação conjunta com o financeiro. Se mesmo passados alguns meses de trabalho remoto a sua empresa ainda não sabe o que ela deve custear, é melhor começar a consultar a Lei do Teletrabalho.

A lei orienta que seja formalizado um acordo entre empresa e colaborador discriminando de quem é a responsabilidade sobre as despesas com aquisição e manutenção de tecnologias necessárias para realização do trabalho, assim como quais outras podem ser reembolsadas pelo contratante. 

É interessante pontuar que esse acordo otimiza, sim, os custos financeiros da organização, mas ele deve ser conjugado com o RH, uma vez que é necessário pensar bastante na qualidade de vida ofertada ao contratado.

Menos viagens, mais tecnologias

A previsão de redução de 90% nas viagens corporativas no segundo trimestre de 2020, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), não é surpresa se considerarmos que o isolamento social tem sido uma medida comum em grande parte do Brasil.

Enquanto essa queda progride, a tecnologia remota redefine a dinâmica relacional dos negócios e mantém o papel de confiança que o “olho no olho” inspira, garantindo agilidade nas comunicações das empresas e reduzindo alguns custos.

Não é à toa que, em uma pesquisa da Robert Half sobre os impactos do Covid-19 nos negócios, 73% dos executivos brasileiros entrevistados responderam que têm a intenção de realizar menos reuniões ou treinamentos presenciais.

Pode ser que, após a pandemia, as viagens corporativas ganhem fôlego pela inegociável importância da presencialidade. No entanto, a lição que o trabalho remoto deixa é que os modelos de negócio podem ser repensados ainda mais com a ascensão do digital. O que você pensa acerca disso?

Saúde do colaborador em primeiro lugar

O trânsito das pessoas pós-pandemia pode adicionar outro complicador à gestão de despesas corporativas: a saúde mental do colaborador. Afinal, o fim ou a flexibilidade do isolamento social pode acontecer sem garantias de segurança sanitária para ele.

De acordo com a pesquisa da Robert Half, pelo menos 48% dos executivos avaliam a possibilidade de ofertar de benefícios como aulas de mindfulness, yoga e outras para promover mais qualidade de vida a colaboradores.

Aumento nas transações exclusivamente digitais

Dados levantados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontam que, durante a pandemia, o número de transações realizadas exclusivamentes por smartphones cresceu mais de 30%.

Ainda segundo avaliação da federação, a expectativa é que o uso do dinheiro em espécie deva cair consideravelmente no pós-pandemia, uma vez que as transações financeiras por meio de aplicativos digitais e os pagamentos sem contato continuam crescendo. 

Isso alerta o gestor financeiro para a mudança no comportamento não só de consumo, mas também do meio de pagamentos de salários e benefícios.

5 dicas para reestruturar a gestão de despesas corporativas pós-pandemia

O que você achou das visões que ressaltamos no tópico anterior? Por favor, fique à vontade para comentar com a gente sobre outros aspectos que poderão influenciar na gestão de despesas corporativas pós-pandemia.

Agora, vamos elencar dicas para que seu o setor ganhe mais versatilidade e adaptabilidade. Confira!

1. Mapeie as despesas em cenários híbridos

Uma vez que as organizações perceberam o quanto a tecnologia é favorável para a realização de eventos e reuniões virtuais com parceiros, investidores e clientes, a probabilidade é que o híbrido do digital com o presencial seja mais comum no período pós-pandemia.

Assim, por mais que haja segurança sanitária nesse novo contexto, a presença no escritório físico e as viagens corporativas, por exemplo, perdem mais relevância. Logo, o desafio do executivo, do gestor financeiro, do líder e do RH é entender quais despesas devem ser incorporadas em um regime híbrido de trabalho.

2. Use cartões pré-pagos

Facilite a vida dos seus colaboradores com cartões corporativos pré-pagos para ajudá-los a acessar benefícios, pagamentos e ainda realizar transações online. O cartão corporativo pré-pago também é uma vantagem para sua gestão remota, pois desburocratiza as transações financeiras para gastos de rotina da sua empresa.

3. Utilize aplicativos para controlar despesas

No acordo entre empresa e colaborador, há despesas do home office que devem ser pagas pelo contratante? Existem demandas emergenciais no home office? A nossa dica para ganhar mais agilidade nesse controle remoto é o uso de aplicativos que permitem alterações imediatas, a visualização rápida de saldos e transações e o acompanhamento seguro de dados para realização de relatórios.

4. Aproveite as vantagens da tecnologia contactless

Proteja o seu colaborador com uso de tecnologias inteligentes. O contactless em cartões corporativos permite a comunicação entre dispositivos de pagamento com uma distância segura entre quem paga e quem recebe.

5. Opte por soluções que assegurem escalabilidade

Já falamos sobre flexibilidade, é hora de também falarmos sobre escalabilidade. Afinal, a ideia de reestruturar a sua gestão de despesas pressupõe também o abandono de processos complicados e morosos. E a escalabilidade é uma promessa de processos cada vez mais automáticos para empresas que desejam adaptabilidade em quaisquer cenários.

E, então, curtiu as nossas dicas? Em breve, traremos mais artigos para auxiliar a sua gestão de gastos corporativos. Enquanto isso, assine a nossa newsletter ali no canto direito do nosso site para receber conteúdos pensados para o avanço financeiro da sua organização.

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Equipe ESPP

Somos a unidade de negócios de soluções pré-pagas do grupo Edenred, uma empresa global com mais de 660 mil empresa-clientes, com 41 milhões de usuários. Oferecemos soluções rápidas, customizadas e de baixo custo em processamento de cartões pré-pagos, com inovação tecnológica e foco em diferentes necessidades de empresas, lojistas e usuários.

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